A torcida que acreditava em uma missão impossível antes do jogo apostando suas fichas no melhor do mundo, logo viu que seria mais do que impossível reverter uma vantagem de 4 gols dos alemães, pois Messi ainda machucado, nem sequer entrou em campo e talvez foi melhor assim, porque o que se viu foi mais uma aula do Bayern, agora em pleno Camp Nou, como há muito tempo não acontecia.
Os bávaros engoliram o Barcelona mais uma vez, mostrando a mesma intensidade, consciência tática e solidez defensiva que no jogo da ida em Munique. Mais uma vez impressionou a obediência tática de Robben e Ribéry, que acompanharam os laterais do Barça, impedindo assim as jogadas pelos lados do campo onde o Barcelona é sempre forte.
Tito Vilanova manteve o 4-3-3 com algumas mudanças em relação ao jogo da ida na Alemanha. Song entrou no lugar do machucado Busquets como volante próximos aos zagueiros, Xavi como meia direita e Iniesta como meia esquerda avançando mais quase como ponta, fecharam o meio-campo. No ataque, Pedro era o ponta esquerda em diagonal, Fàbregas entrou no lugar de Messi mais centralizado, recuando para Villa que era o ponta direita, centralizar mais e jogar como referencia.
No Bayern, Jupp Heynckes usou o 4-2-3-1 que se encaixou perfeitamente aos jogadores da equipe. Javi Martinez era o primeiro volante mais de combate e Schweinsteiger era o segundo de saída, encostando em Muller e fazendo o papel de armação do time. A linha de três tinha Robben na ponta direita buscando a diagonal e também voltando para marcar as subidas de Adriano, Ribéry na ponta esquerda com as mesmas funções que Robben e acompanhando as subidas de Daniel Alves e Muller centralizado, encostando em Mandzukic para fazer um segundo atacante. O croata Mandzukic era o centroavante referencia. Abaixo o desenho tático do primeiro tempo.
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| Barcelona no 4-3-3 foi inferior taticamente e tecnicamente ao 4-2-3-1 do Bayern de Munique. |
O jogo foi muito parecido com o duelo em Munique na semana passada, com o Barcelona mantendo a maior posse de bola (58% contra 42% do Bayern), mas com o Bayern criando as melhores chances e marcando os gols. Outros pontos parecidos com o jogo de ida foram a falta de movimentação do time catalão (em vários momentos a equipe ficava estática em campo), Xavi e Iniesta também não estavam em um grande dia mais uma vez e foram facilmente anulados por Martinez e Schweinsteiger (quando os dois não estão bem o time fica sem criatividade no meio-campo, passando a depender de uma jogada individual de algum jogador e esse jogador que poderia ser Messi não atuou) e o trio de ataque não se entendeu (afunilavam demais o jogo, congestionando o meio da defesa alemã, quando no auge da “era Guardiola” o time abria o campo, para justamente haver as infiltrações em diagonal).
Já o Beyern manteve sua postura e soube jogar com muita frieza e personalidade no Camp Nou. O time não tinha a posse de bola, mas também não deixava o Barcelona criar grandes chances e quando recuperava a bola, saía rápido em contra-ataques quase sempre puxados por Robben e Ribéry e que levavam perigo à meta do goleiro Valdes. As duas linhas de quarto jogadores compostas por defensores, volantes e os pontas recuando, deixando só Muller e Mandzukic para dar o combate na saída de bola do Barcelona, dificultou os donos da casa e fez o Bayern ganhar terreno no campo adversário.
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| Jogadores alemães comemoram a classificação em pleno Camp Nou. |
Os gols marcados na segunda etapa por Robben aos 3 minutos, Piqué contra aos 27 minutos e Muller aos 31 minutos, decretaram mais um massacre alemão ao inoperante Barcelona, que não foi nem sombra daquele time que encantou o Mundo com Pep Guardiola e Lionel Messi. Para a próxima temporada Tito Vilanova terá muito trabalho, pois talvez seja a hora de mudar o esquema tático, ou mudar alguns jogadores para voltar a encantar o Mundo.
Já os finalistas terão o Borussia Dortmund na final da Champions em Wembley. Primeira vez que a final da Champions League é totalmente alemã. Será um grande confronto, colocando frente a frente os dois melhores times da competição. Acho que o Bayern é mais favorito ao título do que o Dortmund, mas esse favoritismo pode atrapalhar e o Borussia não tem nada a perder.
OBS: O blog fará um cobertura especial dessa final, com vídeopost mostrando os pontos fortes e fracos do finalistas e uma prévia de como os times deverão atuar no dia 25/04, além do post analisando como foi essa final inédita.
Tatica do Jogo


